TOXICOLOGIA
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto

CARATERÍSTICAS
-
Nome IUPAC: 4-butyl-1,2-diphenylpyrazolidine-3,5-dione
-
Fórmula molecular: C19-H20-N2-O2 [2]
-
Peso molecular: 308.37 g/mol
-
Chave InChl: VYMDGNCVAMGZFE-UHFFFAOYSA-N
-
Número de Registo CAS: 50-33-9
-
Número PubChem: 4781
Nota: A estabilidade da fenilbutazona na carne depois de cozinhar não é conhecida.
1
Propriedades Físico-Químicas [1,2,3]
-
Substância Lipofílica: (XLogP3: 3.2)
-
Solubilidade em àgua: (0.7 mg/mL)
-
Ponto de fusão: 104° a 107° C
-
Degradação ocorre a 4ºC entre 8-10 semanas
-
Armazenada à temperatura de 2-8 ºC [3]
-
A Fenilbutazona é um pó branco, cristalino, sem odor
-
Alguns Sinónimos: Diphenylbutazone, Phenylbutazonum, Butacote, Butadion, Butapirazol, Butapyrazole, Butazolidin, Azolid

Uso Humano: Anti-inflamatórios não Esteróides [5]
-
Doenças reumáticas degenerativas, osteoartrose
-
Algias neurológicas e neuromusculares
-
Entesopatias, tendinites, bursites
-
Dismenorreia
-
Cefaleias, enxaqueca
-
Dor pós-operatória
-
Dor de origem ORL, estomatológica
-
Situações álgicas em geral
Nota: o uso indiscriminado de fenilbutazona em doenças músculo-esqueléticas agudas ou crónicas triviais devem ser evitados.
Uso Veterinário: Analgésico; antitérmico e anti-inflamatório. [6]
Para o alívio de condições inflamatórias associadas ao sistema músculo-esquelético em cavalos. [6]
Indicações terapêuticas [4,5,6]
2
Interações [1,7,8]
4
-Anticoagulantes: a fenilbutazona potencia a sua ação e/ou a sua toxicidade, podendo inibir o metabolismo. Vigilância dos tempos de coagulação.
-Antidiabéticos: a fenilbutazoana potencia a sua ação e/ou a sua toxicidade, inibindo a sua excreção e o metabolismo.
-Fenobarbital, digoxina e lindano: Provocam a diminuição dos níveis séricos de fenilbutazona por indução do seu metabolismo hepático.
-Beta bloqueadores, captopril, hidroclorotiazida: o seu efeito pode ser diminuído por ação da fenilbutazona.
-Digitálicos: diminuição dos seus níveis séricos possivelmente devido a uma indução do seu metabolismo. Monitorizar os níveis plasmáticos.
-Fenitoína: aumento nos níveis séricos, por deslocamento da sua união às proteínas plasmaticas. Monitorar os niveis plasmáticos.
-Metilfenidato: provoca um aumento dos níveis séricos de fenilbutazona.
-Colestiramina e colestipol: causam diminuição da eficácia da fenilbutazona.
-Aumenta o tempo semi-vida da penicilina G, possivelmente por competição para os locais de excreção urinária;
-O efeito antibacteriano das sulfonamidas pode ser potenciado com a administração simultânea de fenilbutazona, porém este efeito não está confirmado;
-Administração simultânea de fenilbutazona e doses elevadas de salicilatos resulta na supressão da eliminação do ácido úrico;
-Álcool e fenilbutazona podem ter efeitos aditivos sobre deficiência psicomotora;
-Fármacos anti-inflamatórios não esteroides podem interferir com a farmacocinética do lítio: pela redução da clearance renal do metal, aumentando os seus níveis no plasma, podendo levar a uma intoxicação.
Efeitos indesejáveis [4]
-
Efeitos Cardiovasculares:
Edema e hipotensão;
-
Efeitos Dermatológicos:
Frequentes: Diaforese, prurido, irritação cutânea, urticária;
-
Efeitos Gastrointestinais:
Frequentes: Diarreia, sensação de enfartamento, dor epigástrica, flatulência, pirose, náuseas, vómitos, gastrites, xerostomia;
Raros: úlcera gastroduodenal ou gastroduodenite erosiva que se podem complicar com hemorragia;
-
Efeitos Hematológicos:
Muiro raros: Alterações na agregação plaquetária;
-
Efeitos Neurológicos:
Muito raros: Tonturas, cefaleias, insónias, sonolência, tremores;
-
Efeitos Renais:
Proteinúria;
-
Outros:
Muito raros: Cansaço;
Nota: Os efeitos indesejáveis apresentam-se agrupados segundo a sua frequência: muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1 000,<1/100), raros (≥1/10 000 <1/1 000), muito raros (<1/10 000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).
6
-
Menores de 14 anos;
-
Cardiopatias;
-
Diabetes;
-
Hipertensão arterial grave;
-
Hipotiroidismo;
-
Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos excipientes;
-
Insuficiência renal e hepática grave;
-
Úlcera péptica/hemorragia activa ou história de úlcera péptica/hemorragia recorrente (dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovada);
-
História de hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica anterior com AINE;
-
Não se aconselha o seu uso durante a gravidez, embora não se tenha comprovado experimentalmente qualquer efeito sobre a gestação;
-
Lactação;
Contra-indicações [4]
5
[1] Lees P, Toutain PL (2013) Pharmacokinetics, pharmacodynamics, metabolism, toxicology and residues of phenylbutazone in humans and horses. Vet J 196: 294–303
[2] Budavari S (ed.), 1989. The Merck Index - Encyclopedia of Chemicals, Drugs and Biologicals. Rahway, NJ: Merck and Co., Inc., p. 1156
[3]US Natl Inst Health (May 2010); DailyMed. Current Medication Information for Pheynlbutazone injection. Available from, as of July 23, 2010 http://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?id=17964 [Consultado em 17/05/2014]
[4] http://www.bulas.med.br/bula/6037/fenilbutazona.htm [Plataforma HiDoctor ©2014 Centralx, consultado em 17/05/2014]
[5] National Library of Medicine's Medical Subject Headings online file (MeSH, 2009)
[6] IARC. Monographs on the Evaluation of the Carcinogenic Risk of Chemicals to Man. Geneva: World Health Organization, International Agency for Research on Cancer, 1972 PRESENT. (Multivolume work). Available at: http://monographs.iarc.fr/index.php p. V13 188 (1977)
[7] McEvoy GK (ed.),1999. American Hospital Formulary Service - Drug Information. Bethesda, MD: American Society of Health-System Pharmacists, Inc. 1999 (Plus Supplements)., p. 1763
[8] AEMPS, Guía de Prescripción Terapeútica,2006. Información de medicamentos autorizados en España. Pharma editores; Barcelona
[9] http://www.chemspider.com/Chemical-Structure.4617.html [Chemspider, consultado em 29/05/2014]

Fonte: [9]